Centenas de mulheres metalúrgicas participaram do VI encontro promovido pelo Sindicato

Publicado em 26 de março de 2018 | destaque, Notícias

O VI Encontro de Mulheres Metalúrgicas 2018, realizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de BH/Contagem e região, marcou o mês das mulheres ao proporcionar às centenas de trabalhadoras da base um momento de reflexão sobre o papel na mulher na sociedade.

Realizado no sábado, 24 de março, o encontro deste ano teve como tema: “Resgatando a História e Planejando o Futuro”, relembrando os 50 anos da greve de 1968, a primeira durante o regime militar, e debatendo o Brasil que queremos para o futuro.

Efigênia de Oliveira, que ajudou a organizar a greve de 68, e sua irmã Conceição Imaculada, secretária geral do sindicato dos metalúrgicos em 1968, relataram as dificuldades e os desafios daquele período, chamando a atenção para o importante papel das mulheres no cenário atual.

“Para consolidar a democracia brasileira, nós precisamos da participação efetiva das mulheres em todos os espaços de poder, porque não se pode consolidar nenhuma democracia sem a participação da maioria. É o que pressupõe o princípio básico da democracia”, disse Efigênia.

Ela também lembrou os avanços obtidos pelas mulheres em vários seguimentos da sociedade, mas chamou a atenção para um importante espaço, no qual se avançou muito pouco, o espaço doméstico. “A família ainda é hoje responsabilidade única das mulheres”.

Conceição também lembrou que o estopim da greve de 68 foi a retirada de direitos da classe trabalhadora, muito semelhante ao que tem acontecido atualmente, após o golpe contra a presidenta Dilma, e disse: “As companheiras têm que ficar atentas no processo eleitoral deste ano, escolhendo e ajudando a eleger candidato comprometido com a defesa da classe trabalhadora. Nós temos a capacidade de transformar, pois somos maioria e estamos presentes em todos os espaços”.

A deputada estadual Marília Campos ressaltou o importante papel das mulheres nas mobilização e manifestações atualmente. “Quem liderou nas ruas a luta contra a reforma da previdência no dia 8 de março foram as mulheres. Em qualquer assembleia, em qualquer passeata as mulheres estão sendo maioria”.

Segundo a deputada federal Margarida Salomão, “com a redução nos programas sociais e a retirada de direitos que estão acontecendo em função do golpe, quem sofre em primeiro lugar são as mulheres, por isso reafirmo que o lugar das mulheres é na luta”.

Toda a direção do sindicato esteve presente no evento, que foi promovido pela Secretaria de Mulheres, através da secretária Margareth. Ao final houve sorteio de brindes para as metalúrgicas.

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