População mineira vai às ruas em ato que pediu #FORABOLSONARO

Publicado em 31 de maio de 2021 | Notícias

O Ato Fora Bolsonaro, realizado na manhã e no início da tarde deste sábado, 29 de maio, em Belo Horizonte, reuniu dirigentes, militantes e simpatizantes de todos os setores da sociedade, das entidades sindicais, movimentos sociais, estudantis, populares, de indígenas, de torcidas de futebol e lideranças políticas. Todas e todos, representantes da diversidade brasileira, foram as ruas pela luta contra o governo genocida, que é mais letal que o vírus Covid-19 e é responsável por mais de 450 mil mortes, pela carestia e pela fome que devastam brasileiras e brasileiros durante a pandemia.

A indignação aumenta enquanto os crimes de Jair Bolsonaro vão se acumulando a cada dia, como aqueles comprovados pela CPI da Covid-19. As entidades, simpatizantes, dirigentes e militantes também foram para as ruas por auxílio emergencial de R$ 600, por vacinação imediata para toda a população, além de lutar contra a Reforma Administrativa e a privatização das empresas estatais, da saúde e da educação. Eles protestaram também contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que reproduz no Estado o projeto genocida de Jair Bolsonaro. Dezenas de atos aconteceram neste sábado em todo o Brasil.

O ato teve início na Praça da Liberdade, onde os manifestantes se concentraram ao redor e próximo ao coreto, se organizaram e fizeram um aquecimento. Com carros de som e baterias, faixas, bandeiras, cartazes, panfletos e místicas, dialogaram com a população. Pessoas que corriam ao redor da praça gesticulavam e motoristas buzinavam manifestando sua insatisfação com as ações do governo genocida de Jairo Bolsonaro e seu apoio ao protesto. Para cumprir os protocolos sanitários, além das orientações feitas Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG) e demais organizadores para conter aglomerações, foram distribuídas máscaras PFF2, consideradas as mais eficazes para evitar o contágio. Durante a manifestação, todos usaram as máscaras e se higienizaram com álcool em gel 70% que eles próprios levaram.

O protesto teve sequência com uma passeata que começou na Avenida João Pinheiro, passou pela Avenida Augusto de Lima, seguiu pela Avenida Amazonas. Os manifestantes pararam por alguns minutos na Praça Sete e, depois, foram para a Praça da Estação, onde o ato se encerrou. A marcha foi seguida por uma carreata. Durante o trajeto, os moradores de vários prédios bateram panelas e aplaudiram o protesto. As palavras de ordem mais ouvidas eram “Fora Bolsonaro”, “A nossa luta é todo dia, saúde e educação não são mercadoria”, “Vacina do braço e comida no prato”, “Vacina, pão, saúde e educação”, entre outras.

“Estamos em um ato muito aguardado, muito esperado por todas as pessoas que querem um país melhor. Porque este governo genocida a cada dia mata mais pessoas de vírus ou de fome. Estamos nas ruas para gritar fora Bolsonaro. Aqui está representada toda a sociedade, todos os movimentos. Há muita diversidade nesta manifestação. E continuaremos nas ruas. Sempre, é claro, com todos os cuidados possíveis, pois defendemos as vidas. É comida no prato, vacina no Brasil e fora Bolsonaro genocida”, disse a secretária-geral da CUT/MG, Lourdes Aparecida de Jesus.

“A educação tem que estar nas ruas. Claro que com toda a segurança necessária. Precisamos dar um basta nas ações genocidas do Bolsonaro e isso só se fará retirando ele do poder. Vamos ocupar as praças, as ruas e as redes sociais sempre e em massa. Com segurança e proteção estamos prontos para fazer o enfrentamento”, avaliou o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo.

“Este ato é muito importante pela diversidade, pela pluralidade. Temos aqui presenças políticas, torcidas de futebol, movimentos de todos os setores. E isto é uma resposta de que cada vez mais pessoas têm visto a importância de retirar este governo de mata. E gritam fora Bolsonaro. E também vieram às ruas contra Romeu Zema, que segue a mesma política de Bolsonaro. Ninguém faz nada sozinho e ele é também responsável pelo genocídio que nós sofremos”, afirmou a deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT).

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