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Durante a segunda reunião de negociação da campanha salarial unificada dos Metalúrgicos de Minas, realizada na sexta-feira, 16 de setembro de 2022, a comissão de trabalhadores fez um debate contrário à maioria das propostas apresentadas pela FIEMG.

Os metalúrgicos defenderam o direito de o trabalhador ter o seu descanso remunerado aos domingos, junto da sua família, negando a tentativa da patronal de conceder essa folga depois de sete domingos trabalhados.

Os trabalhadores também negaram a mudança proposta na cláusula sobre diárias, que propõe não considerar horas a disposição da empresa o tempo gasto no deslocamento para realizar serviços externos, inclusive fora da cidade.

A mesma posição foi tomada sobre não considerar tempo a disposição o tempo gasto na troca de uniforme.

Na próxima reunião, marcada para o dia 23, o Dieese vai apresentar um estudo sobre economia e o mercado de trabalho dos últimos 12 meses e as perspectivas para o próximo ano. A expectativa é que o debate siga ainda sobre as cláusulas sociais, com destaque para teletrabalho, adicional noturno e incentivo a educação.

Durante a primeira reunião de negociação da Campanha Salarial Unificada dos Metalúrgicos de Minas 2022/2023, realizada nessa terça-feira, 6 de setembro, entre a comissão de trabalhadores e a FIEMG, a patronal já abriu sua caixa de ferramentas.

Ao invés de discutir às reivindicações dos metalúrgicos, a FIEMG apresentou nova proposta, com retirada de direitos e mais exploração da mão de obra.

A FIEMG quer inserir na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) cláusula que autoriza o trabalho aos domingos e feriados. Para a patronal, o metalúrgico merece ter apenas uma folga no fim de semana depois de sete domingos trabalhados.

Outra cláusula proposta pela FIEMG é sobre aposentadoria por invalidez. A patronal quer ter o direito de demitir, sem justa causa, o aposentado por invalidez, 12 meses depois que o empregado adquirir o benefício.

As maldades da FIEMG não têm limites. Ela propôs redação que obriga o metalúrgico chegar mais cedo na fábrica para fazer a troca de uniforme antes de registrar o início da jornada de trabalho.

Além de tudo isso, a FIEMG não quer considerar tempo à disposição do empregador o deslocamento do metalúrgico que for realizar serviços externos, mesmo que seja fora do município onde reside o trabalhador (a).

As próximas reuniões entre trabalhadores e patronal serão nos dias 16 e 23 de setembro, de forma online.

Neste Setembro Amarelo, é importante reforçar a importância de sensibilizar e mobilizar os trabalhadores e trabalhadoras metalúrgicos/as sobre os riscos à saúde mental.

O número de afastamentos por transtorno mental só cresce. Os motivos são os mais variados, mas metade deles é por ansiedade, depressão e outros transtornos mentais. Em 2015, foram afastados 170.830. Em, 2020, foram 289.677. Isso sem contar as subnotificações.

Entre as 100 CIDs (Código Internacional de Doenças) de transtornos mentais, três se destacaram mais intensamente com percentuais elevados de transtornos mentais entre os trabalhadores. De acordo com pesquisas internacionais, o risco de suicídio é muito maior em pessoas com transtorno mental. O total de óbitos no país por lesões autoprovocadas dobrou de cerca de 7.000 para 14 mil nos últimos 20 anos, segundo o Datasus, sem considerar a subnotificação. Isso equivale a mais de um óbito por hora, superando as mortes em acidentes de moto ou por HIV.

As causas do surgimento ou da intensificação de problemas relacionados à saúde mental no ambiente de trabalho são inúmeras e podem ser evitadas, mas muitas vezes as pessoas nem se dão conta dos riscos.

Quando traz este problema para a categoria é importante lembrar que os metalúrgicos e as metalúrgicas, por exemplo, estão inseridos(as) em diversos segmentos e muitas vezes estão expostos(as) a diversos fatores de riscos a sua saúde física e mental nos ambientes de trabalho.

“Precárias condições de trabalho, ritmo de trabalho intenso, assédio moral e sexual, violência no trabalho, baixo salários, ameaça desemprego, jornadas exaustivas, atividades estressantes, eventos traumáticos, discriminação, perseguição da chefia e metas abusivas, falta de treinamento e treinamento insuficiente, máquinas sem proteção, entre outros, podem comprometer a saúde mental de tal maneira, levando a tristeza, ansiedade, depressão e até mesmo ideação e precisamos falar disso sem medo e sem preconceito”, explicou.

A Professora e Pesquisadora em Psicologia Organizacional e do Trabalho na Universidade Federal da Bahia (UFABC), Juliana Camilo, ressaltou que não é o trabalho que adoece, são as condições, como foi ressaltado acima.

Ela disse que a execução do trabalho tem de ser fonte de vida, de prazer e de encontro com o coletivo, com a sua subjetividade e a sua inteligência, mas ela compara as condições dignas de trabalho com os pilares do trabalho decente, que protege os direitos e princípios fundamentais do trabalho, a promoção do emprego de qualidade, a extensão da proteção social e o diálogo social. Juliana também fala sobre a importância do sindicato neste debate:

“A contemporaneidade vem exigindo cada vez mais a proximidade dos sindicatos em uma ação não apenas com os trabalhadores, nos quais ela representa, mas para todo o entorno da comunidade. Os sindicatos são necessários e eles precisam se aproximar dos trabalhadores e trabalhadoras da sociedade, contar para população o que de fato o sindicato faz, qual é a sua proposição e a função dele para que juntos consigam condições ideias de um trabalho decente”, destacou.

Neste domingo (28), a CUT completou 39 anos, período em que teve uma atuação fundamental na recente história do país, seja pela reconquista da democracia impondo um fim ao período sombrio da ditadura militar (1964-1985), seja pela luta e conquista de direitos históricos da classe trabalhadora.

Nascida em 1983, um dos papéis principais da CUT foi derrotar o autoritarismo da ditadura que torturou e matou quem defendia a democracia, perseguiu e atacou as liberdades democráticas. Direitos, expressões políticas e inciativas de organização dos trabalhadores foram os principais alvos do regime.

Naquele tempo, o propósito da CUT era combater a autocracia, a carestia e defender direitos trabalhistas; hoje, a luta é pela preservação da democracia, contra a inflação que voltou a engolir o poder de compra da classe trabalhadora e defender os direitos atacados desde o golpe de 2016.

“A CUT nasceu em 1983 e o grande ponto era a democracia, a volta das eleições diretas, os direitos dos trabalhadores e a defesa do salário. Hoje, 39 anos depois, a manutenção da democracia e dos direitos sociais e trabalhistas estão no centro da nossa luta”, diz o presidente Nacional da CUT, Sérgio Nobre.

Desde 2016, ele afirma, com o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, os direitos dos trabalhadores vêm sendo atacados, mostrando “que, na verdade, foi um golpe contra a classe trabalhadora”. Além disso, o país vem sofrendo constantes ameaças às instituições democráticas e de forma mais intensiva de 2019 para cá, quando o atual presidente, Jair Bolsonaro (PL) assumiu o poder.

“Desde o golpe de 2016 tivemos muitos retrocessos. Foi um golpe duro contra a classe trabalhadora e que veio com um desmonte do movimento sindical. A extrema direita ganhou eleições em vários lugares no mundo, mas em nenhum país o movimento sindical foi atacado como no Brasil”, afirma Sérgio Nobre.

Os ataques, ele explica, se deram por meio da interrupção das fontes de financiamento e organização de trabalhadores, além do desmantelamento da legislação Trabalhista, ainda no governo do ilegítimo Michel Temer (MDB), em 2017, com a reforma Trabalhista, que além de retirar direitos, desvalorizou o trabalho. “É uma realidade comprovada por várias pesquisas. O salário nunca valeu tão pouco”, diz o presidente Nacional da CUT.

“A luta da CUT hoje é pela democracia e pela reconquista da dignidade”, reforça Sérgio Nobre, que faz um resgate dos últimos anos para delinear a atuação da Central, citando também a pandemia, período em que a trabalhadores e trabalhadoras tiveram de se adaptar a uma nova realidade para proteger suas vidas, mas sem um amparo justo do Estado brasileiro, ou seja, do governo por Bolsonaro.

A pauta unificada para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de metalúrgicas e metalúrgicos foi entregue, na manhã desta sexta-feira, 29 de julho, à representação patronal na Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), em Belo Horizonte. A entrega da pauta fez parte do lançamento da Campanha Salarial Unificada 2022/2023, antecipada para que a negociação não ultrapasse o mês de outubro, data-base da categoria. A campanha está sendo realizada pela Federação Estadual dos Metalúrgicos (FEM/CUT-MG), filiada à CUT/MG; FITmetal, ligada à CTB; e Femetal/Minas, ligada à Força Sindical.

A Campanha Salarial Unificada de metalúrgicas e metalúrgicos para o ACT 2022/2023 tem como tema “Respeito e Valorização”. Entre as principais reivindicações vale destacar o reajuste salarial com reposição da inflação acumulada nos últimos 12 meses, iniciados em outubro de 2021, mais 3% de aumento real, abono de R$ 800 e piso salarial iniciando com o valor de R$ 1.576,47, além da manutenção de todas as cláusulas sociais.

Trabalhadoras e trabalhadores participaram de um ato na porta da Fiemg, com paralisação do trânsito na Avenida do Contorno, para dialogar com a população sobre as pautas da categoria, momentos antes de representantes das entidades sindicais entrarem no prédio para a reunião com dirigentes da Federação.

“Demos um passo extremamente importante na nossa Campanha Salarial. Já deixamos recado para a Fiemg, que este ano nós queremos aumento real dos salários, queremos redução do horário de trabalho para 40 horas, negociar um piso salarial diferenciado. Hoje temos negociações diferenciadas e três convenções coletivas. Queremos reduzir para apenas uma. Fizemos uma grande manifestação e fechamos a Avenida do Contorno por alguns minutos. Uma atividade extremamente importante para nossa campanha salarial. Nossa data-base é em outubro. Nós sabemos bem que vamos fazer essas negociações, inclusive debatendo com os trabalhadores a importância de mudar este governo, de termos um governo que atenda os anseios da classe trabalhadora e do povo brasileiro”, afirmou Marco Antônio de Jesus, presidente da FEM/CUT-MG.

“A entrega da pauta traz sempre expectativas. Vamos lutar para avançar, mesmo sabendo que vivemos o risco de retrocesso. No ano passado, só conseguimos o INPC e, ainda por cima, parcelado. A mobilização está começando no Sul de Minas. Vamos realizar caravanas do Comando Sul para mobilizar a categoria na região”, disse Francisco Pereira dos Santos Filho, o Piauí, vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG) e presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Pouso Alegre e Região.

O pontapé inicial da campanha salarial dos metalúrgicos de Minas 2022/2023 será dado na próxima sexta-feira, 29 de julho, às 10h00, com a entrega da pauta de reivindicação à FIEMG para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

Para marcar o início da luta por respeito e valorização dos metalúrgicos (as), será feito um protesto na portaria da FIEMG durante a entrega da pauta. A programação é sair uma caravana, às 09h00, da sede do Sindicato dos Metalúrgicos de BH/Contagem, rua Camilo Flamarion, 55, Jd. Industrial, Contagem.

“Vamos levar faixas e bandeiras e reafirmar para a FIEMG que este ano não vamos aceitar parcelamento do reajuste e retrocesso em nossa CCT”, disse Geraldo Valgas, presidente do Sindimetal e diretor da FEM/CUT-MG.

A campanha salarial deste ano será mais uma vez unificada entre a Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT de Minas Gerais (FEM/CUT-MG), FITMetal, ligada a CTB e a FEMETALMINAS, Ligada a Força Sindical.

Pauta Aprovada

A pauta de reivindicação foi aprovada pelo conjunto dos trabalhadores durante assembleia realizada na sede do Sindimetal, dia 24 de julho. Entre as principais reivindicações vale destacar o reajuste salarial com reposição da inflação acumulada nos últimos 12 meses, iniciados em outubro de 2021, mais 3% de aumento real, abono de R$800,00 e piso salarial iniciando com o valor de R$1.576,47, além da manutenção de todas as cláusulas sociais.

O Efetivo Conselho Fiscal do
O SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS METALÚRGICAS, MECÂNICAS E DE MATERIAIS ELÉTRICOS DE BELO HORIZONTE, CONTAGEM, RIBEIRÃO DAS NEVES, SARZEDO, IBIRITÉ, NOVA LIMA, RAPOSOS E RIO ACIMA, com sede na Rua Camilo Flamarion, nº. 55; Bairro Jardim Industrial, Contagem/MG, CEP: 32.215-310, inscrita no CNPJ sob o nº. 17.448.317/0001-98, devidamente registrada no MTE sob o código sindical nº. 914.023.805.49591-4, CONVOCA todos os trabalhadores da categoria sócios da entidade, para realização, nos termos do seu Estatuto Social de ASSEMBLEIA GERAL ORDINARIA a realizar-se no dia 21/07/2022 com primeira chamada as 17:30 horas e a segunda chamada as 18:00 horas de forma presencial na sede do sindicato, Rua: Camilo
Flamarion n° 55, Bairro Jardim Industrial, Contagem MG para tratar e deliberar sobre a seguinte ordem do dia: Prestação de Contas de 2021 e previsão orçamentaria de 2023 Presidente Geraldo Maria Valgas de Araújo, Secretário de Administração e Finanças Valdinei Ferreira da Silva, Conselho fiscal efetivo: Heraldo da Silva Ferreira, Elias Lourenço de Souza e Maria Dorvalina Ferreira de Medeiros.

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DA ASSEMBLEIA

Os telefones fixos do Sindicato, para marcação de exame, estão com problema e não completam a ligação.

Momentaneamente, para marcação de consulta deve-se ligar para o número (31) 98414-9459

Pedimos desculpa pelo transtorno e agradecemos a compreensão.

O primeiro semestre deste ano tem sido marcado pela conquista de importantes acordos de Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Além de representar a valorização dos metalúrgicos (as), o recurso financeiro a mais no bolso do trabalhador ajuda a aquecer a economia local, gerando emprego e renda.

Se na empresa em que você trabalha ainda não negocia PLR, entre em contato para que o Sindicato ajude a organizar essa luta.

ALGUNS ACORDOS

Na CNH, os trabalhadores conquistaram R$6.900,00 de PLR. Na Wabtec, o acordo de PLR fechou com o valor de R$6.500,00, podendo chegar à R$6.825,00, se houver a superação das metas estipuladas.

Os trabalhadores da Thyssenkrupp aprovaram a proposta de PLR no valor de R$ 6.100,00.

Na Esab, os trabalhadores conquistaram uma PLR de R$5.293,00. Na GE Healthcare a PLR pode ultrapassar o valor de R$ 5.057,00. Na Acument, a PLR foi de R$4.650,00.

Os trabalhadores da Magna Cosma vão receber R$4.550,00 de PLR.

Na Marelli, o acordo fechou com o valor de R$3.800,00. Os trabalhadores da Proma conquistaram uma PLR no valor de R$3.300,00. A PLR na TK Elevadores fechou em R$2.800,00, mais 50% do salário nominal se as metas individuais forem alcançadas. Na Vallourec a PLR será proporcional, cada trabalhador vai receber 3,59 x o salário nominal.

A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT 2022/2023) do setor de reparação de veículos foi assinada no dia 25 de maio, pelo Sindicato dos Metalúrgicos de BH/Contagem e região e o Sindirepa (Sindicato das Indústrias de Reparação de Veículos).

A nova CCT determina que o salário dos trabalhadores da reparação de veículos será reajustado em 10,80%, aplicado de forma parcelada. Sendo 5,40%, retroativo a 1º de maio, e 5,40% em outubro de 2022.

Os trabalhadores que não recebem PLR conquistaram um abono no valor de R$300,00, que será pago de duas vezes, R$150,00 em junho e R$150,00 em agosto deste ano.

O piso salarial do setor foi reajustado para R$ 1.450,00. aumento de 11,79, superando a inflação.

Os trabalhadores terão, no retorno de férias, um abono no valor de R$200,00.

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