Metalúrgicos de Canoas (RS) e Campina Grande (PB) encerram campanha salarial

Publicado em 13 de junho de 2017 | destaque, Notícias

Os metalúrgicos de Canoas (RS) e Campinha Grande (PB) encerraram a campanha salarial 2017 com reajustes acima da inflação. A data base da categoria das duas regiões é 1º de maio.  Os trabalhadores que recebem o piso terão aumento de 5,84% e aqueles que recebem acima do piso terão aumento de 4,5% para trabalhadores que recebem acima do piso salarial. No total, aproximadamente 1,7 mil metalúrgicos serão beneficiados com o acordo. A proposta repõe as perdas inflacionárias de toda a categoria (3,98% segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor).

Para a secretária de Mulheres da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), Marli Melo, que participou das rodadas de negociação pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Campina Grande, a conquista é resultado da unidade dos trabalhadores. “Não foi uma campanha fácil. Os patrões ainda insistem que o país está em crise, mas não fechamos até conseguir um reajuste significativo para os metalúrgicos e metalúrgicas da região”, afimou.
Já em Canoas, os metalúrgicos aprovaram a proposta de reajuste salarial na última quinta-feira (8). Com isso, a reposição será feita no percentual de 4%, cobrindo as perdas inflacionárias, de forma retroativa. Haverá aumento no piso da categoria, que passa a ser de R$1.280,00 e reajuste no salário do aprendiz.

Além disso, a categoria aprovou o aumento do teto de reajuste. Sendo assim, trabalhadores com salários de até 7 mil reais serão contemplados pelas negociações feitas entre o Sindicato e as empresas. Para quem recebe acima deste valor, haverá um reajuste correspondente a parcela fixa de R$ 280,00.

As cláusulas sociais, que não estavam em discussão nas negociações deste ano, foram renovadas até 2019, o que garante a permanência de grande parte dos acordos da Convenção Coletiva da categoria.

FEM-CUT/RS
No Rio Grande do Sul, a Federação dos Metalúrgicos está na terceira reunião da mesa de negociações de Metalurgia. Com relação às cláusulas econômicas, os metalúrgicos reivindicam um reajuste salarial de 6,75% compondo o INPC (Inflação, as perdas com o parcelamento do reajuste no ano passado e os reflexos da rotatividade de mão de obra da categoria).

O patronal, por sua vez, apresentou a proposta de 4% de reajuste a partir do mês que fechar a negociação, piso mesmo reajuste, admissão passaria a R$1.197,89 e normativo, pós 90 dias passaria a R$1.281,28. Fica definido o teto de R$ 4.663,75;

Uma nova reunião ficou agendada para o dia 21 de junho em Porto Alegre.

Já em Máquinas Agrícolas haverá uma nova negociação nesta terça-feira (13). Os sindicatos que compõem a mesa de negociação de Máquinas Agrícolas da campanha salarial estiverem reunidos em Carazinho na última quinta-feira (8) para discutir a proposta patronal apresentada para a categoria na última reunião ocorrida em 31 de maio.

Os sindicatos têm realizado pesquisas com os trabalhadores para avaliar a proposta do patrões que consiste em reajuste parcelado de 3,99%, sendo 3% em maio e o restante do índice em agosto. Esta proposta está aquém da pauta das reivindicações da categoria e do que é justo para recuperar as perdas que os trabalhadores vêm sofrendo desde 2016.

Em todos as fábricas consultadas até o momento a proposta foi rejeitada. A indignação da categoria também ficou comprovada com o resultado da pergunta sobre qual tipo de mobilização os metalúrgicos estariam dispostos a fazer. A maioria apoia a paralisação das atividades por tempo indeterminado.

Fonte: FEM-CUT/RS, Sindicato dos Metalúgicos de Canoas e assessoria de imprensa da CNM/CUT

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